"É por uns míseros euros que vamos extinguir uma freguesia?"
Esta pergunta de António José Seguro ilustra bem uma certa cultura política. Uma certa cultura política e a sua relação com os impostos. São sempre uns míseros euros. Mais impostos ou menos impostos, os euros, os tais míseros euros, são ilimitados. Foi à custa de míseros euros, atrás de míseros euros, que chegámos à actual situação.
Seguro sabe muito bem que se fossem apenas uns míseros euros seguramente que uma freguesia não seria encerrada. O problema é que não são apenas uns míseros euros. Mais. O líder do PS sabe igualmente que a reforma da Administração Local há muito que deveria ter sido feita e que isso não tem que ver apenas, ou sobretudo, com critérios estritamente financeiros. Mas, enfim, há que criar bandeiras políticas. As eleições autárquicas em 2013 podem vir a ser uma questão de vida ou morte política para Seguro. Nessa medida, há que mobilizar todos os votos possíveis, custe o que custar.